domingo, 15 de maio de 2011

zico



O início de sua carreiraZico jogava num pequeno time de futebol de salão formado por amigos e familiares, o Juventude de Quintino, do bairro de Quintino Bocaiuva, na zona norte do Rio de Janeiro. Além do Juventude, ele passou a praticar o esporte conhecido hoje como futsal no Ríver Futebol Clube, tradicional clube da Piedade, onde um dos professores era Joaquim Pedro da Luz Filho, Seu Quinzinho. No Ríver, seu futebol ainda menino chamou a atenção.

Mas seu primeiro clube de futebol de campo foi o Flamengo, para onde se transferiu aos catorze anos de idade, quando em 1967 o radialista Celso Garcia, amigo da família, assistiu uma partida de Zico em um torneio no Ríver, onde jogava com a camisa do Santos,[4] em que o garoto marcou dez gols em vitória de 14 x 4 de seu time. Garcia o levou para a escolinha de futebol do clube.

[editar] Flamengo[editar] Primeiros anosZico só estreou no time principal em 1971, em uma partida contra o Vasco da Gama, cujo placar terminou 2 a 1 para o time rubronegro, em que o debutante deu o passe para Fio Maravilha marcar o gol da vitória.[5] Zico só foi se firmar como titular na equipe em 1974, depois de passar por uma intensa preparação física que incluía dedicação de boa parte de seu dia, desde quando chegou ao clube, em 1967 (quando ainda estava na escola), a um trabalho de fortalecimento muscular, devido ao corpo antes franzino.[6] E devido ao seu franzino corpo de início de carreira e de seu bairro de origem (Quintino) ganhou o carinhoso apelido de "Galinho de Quintino".

Ainda atuando pelo time juvenil, participou de duas partidas pela equipe principal do Flamengo no Campeonato Carioca de 1972, o bastante para conquistar seu primeiro título como profissional. Ainda demoraria, entretanto, dois anos para firmar-se no elenco e enterrar a imagem de um jogador de físico fraco, que sucumbia à primeira pancada dos adversários.[6] Após esses dois anos, em 1974 (quando também recebeu a camisa 10), começava a demonstrar futebol empolgante, com dribles, lançamentos e arrancadas fulminantes em direção ao gol e também a habilidade que lhe caracterizaria, a de cobrar milimetricamente as faltas que batia.[6]

Neste ano, conquistou seu segundo Carioca pelo Flamengo, o primeiro como titular e camisa 10, liderando uma equipe jovem em decisões contra as equipes mais experientes de Vasco e América[6](onde à época jogava seu irmão Edu). No Campeonato Brasileiro, recebeu sua primeira Bola de Ouro da Revista Placar, eleito pela publicação o melhor jogador do campeonato.

Nos três anos seguintes, entretanto, Zico viu rivais comemorarem o título estadual: o Fluminense de Rivellino foi bicampeão em 1975 e 1976 e, mais dolorosamente, o Vasco levou a taça em 1977 após decisão por pênaltis contra o Flamengo, em que Zico, tendo a chance de dar o título a seu clube se convertesse sua cobrança, perdeu. A série de pênaltis prosseguiria e terminaria em vitória vascaína.[7]

[editar] A "Era Zico"A partir de 1978, entretanto, o Flamengo ingressaria em um período áureo sob o comando em campo de Zico. Com um futebol quase perfeito, só possível de ser parado com violência,[6] Zico conquistou um tricampeonato carioca, o terceiro do clube, nas edições daquele ano com as duas realizadas em 1979, mesmo ano em que o time conquistaria o prestigiado torneio amistoso Ramón de Carranza, com destaque para a vitória por 2 x 1, em que ele marcou um dos gols, sobre o Barcelona de Johan Neeskens, Allan Simonsen, Hans Krankl e Carles Rexach.[8] Em 1979 ele também marcou seu 245º gol, em partida contra o Goytacaz, superando, ainda aos 26 anos, Dida como o maior artilheiro da história do Flamengo.

No ano seguinte, viria finalmente o inédito título no Campeonato Brasileiro. As finais foram contra o Atlético Mineiro de Reinaldo, Toninho Cerezo e Éder. Contundido, Zico não jogou a primeira partida, em que os alvinegros venceram, no Mineirão, por 1 x 0. Voltou ao time no jogo de volta, no Maracanã, tendo dado passe para o primeiro gol e marcando o segundo do Flamengo na vitória por 3 x 2 que lhe deram pela primeira vez às suas mãos a taça de campeão nacional,[9] compensando a decepção no Carioca, onde Zico vê os rivais Vasco e Fluminense decidirem o título. Ainda em 1980, Zico conquistaria com o Flamengo outros dois torneios amistosos europeus: o Torneio Astúrias e Algarve, com vitórias sobre Real Sociedad e Spartak Sófia; e um bi no Ramón de Carranza, passando por Dínamo Tbilisi e Real Betis.[10]

Com o título nacional, o clube credenciou-se pela primeira vez para disputar a Taça Libertadores da América. Na fase de grupos, o Flamengo teve que novamente superar o Atlético, em partida-desempate marcada pela expulsão de cinco jogadores do adversário, o que deu a vitória aos rubronegros após apenas dez minutos de jogo.[11] O time chegou à decisão, onde enfrentaria os chilenos do Cobreloa. Zico marcou os dois gols na vitória por 2 x 1 na partida de ida, no Maracanã. A de volta, no Chile, foi marcada pela enorme violência dos rivais, especialmente de seu zagueiro Mario Soto, que agrediu com um anel afiado os flamenguistas Andrade e Lico. Os chilenos venceram por 1 x 0 e, pelo regulamento da época, o troféu seria decidido em campo neutro, que foi em Montevidéu, no Estádio Centenário. Zico novamente marcou os dois gols da vitória, dessa vez de 2 x 0, o segundo deles, a dez minutos do fim, em uma de suas mais inesquecíveis cobranças de falta.[12]

O título continental foi seguido por mais um Carioca, sobre os rivais do Vasco, em partida dedicada ao técnico Cláudio Coutinho, falecido antes do primeiro jogo da decisão. O Campeonato Carioca já havia reservado a alegria de ter imposto uma goleada de 6 x 0 sobre o Botafogo, devolvendo uma derrota de nove anos antes que ainda ressoava entre as duas torcidas. O ano mágico de 1981 terminava da melhor forma possível: da decisão estadual, o time foi para Tóquio enfrentar os britânicos do Liverpool no Mundial Interclubes.

A equipe inglesa era amplamente favorita: nos últimos oito anos, havia conquistado cinco vezes o campeonato inglês, uma Copa da UEFA e três Copa dos Campeões da UEFA, possuindo um elenco de respeitados jogadores das Seleções Inglesa e Escocesa, que não deixaram de fitar com superioridade os brasileiros no vestiário, antes da partida.[13][14][15] O título mundial, que até então só havia vindo ao Brasil por meio do Santos de Pelé, foi conquistado após exibição primorosa do Flamengo, que venceu por 3 x 0. Os três gols, marcados todos ainda no primeiro tempo, saíram de jogadas de Zico: no primeiro e no terceiro, por assistência direta a Nunes e, no segundo, marcado por Adílio, após cobrança de falta do Galinho rebatida pelo goleiro adversário Bruce Grobbelaar.

Eleito o melhor em campo mesmo sem ter marcado, recebeu como premiação individual um cobiçado carro esporte da patrocinadora da partida, a Toyota, juntamente com Nunes; ambos demonstrariam a grande união do grupo, vendendo os veículos e divindindo igualmente o dinheiro entre os jogadores.[6] Ainda antes da partida, ao ser indagado sobre o favoritismo dos britânicos, teria dito: "eles são favoritos sim, mas para o segundo lugar, o que é até muito honroso". Durante ela, desesperado, o goleiro Grobbelaar gritava ao zagueiro e capitão Phil Thompson: "Joga o Zico para longe, Thompson, joga o Zico para longe, em nome de Deus!". Após, o técnico adversário, Bob Paisley, declarou: "Vocês jogam um jogo que desconhecemos. Vocês dançam, isso devia ser proibido".[16]

A Era de Ouro no Flamengo prosseguiu no ano seguinte, em que o clube conquistou o único título que faltara em 1981, o Campeonato Brasileiro, em campanha destacada por vitórias fora de casa, mais uma resposta às críticas de que o time (e Zico) só jogavam bem no Maracanã:[17] dois 4 x 3, sobre Náutico e São Paulo; dois 3 x 2 sobre o Internacional e Guarani - nesta partida, Zico marcou os três gols da vitória contra o time de Careca e Jorge Mendonça.[17] Para completar, A taça também foi conquistada fora de casa, contra o Grêmio, em vitória por 1 x 0 com nova assistência de Zico a Nunes. O Galinho já havia sido heroi no primeiro jogo da decisão, marcando um gol de trivela no canto esquerdo de Emerson Leão, empatando uma partida em casa que já estava acabando.[17]

O segundo semestre de 1982 já não é tão bom: voltando de dolorosa eliminação na Copa do Mundo, Zico perde os dois torneios que disputa com o Flamengo. Na Taça Libertadores da América, o Flamengo, como campeão, entra na disputa já na segunda fase do torneio, em um grupo de três times que apontará um dos finalistas. O clube vence os dois duelos contra o River Plate e vai à última rodada precisando vencer o Peñarol em casa para forçar um jogo extra - os uruguaios haviam vencido em Montevidéu. No entanto, é o adversário quem vence, em pleno Maracanã - a final, curiosamente, seria novamente contra o Cobreloa. Já o Campeonato Carioca é perdido para o Vasco.

No primeiro semestre de 1983, o Flamengo é eliminado na primeira fase da Libertadores no grupo que dividia com o Grêmio (que fica com a única vaga) e os bolivianos Bolívar e Blooming. Paralelamente, porém, o time igualava-se aos gaúchos do Internacional como maior vencedor do Brasileirão, conquistando seu terceiro título. O sabor foi mais especial por ter eliminado no caminho o Vasco, nas quartas-de-final, com Zico marcando o gol do empate (que garantia a classificação flamenguista) aos 44 minutos do segundo tempo.[18] As finais foram contra o Santos. Os paulistas, que aspiravam a seu primeiro título no torneio, haviam vencido o jogo de ida por 2 x 1.

Na volta, jogando machucado,[19] Zico ruiu o sonho santista ao marcar antes do primeiro minuto, em partida terminada em vitória rubronegra por 3 x 0. Zico ergueu a taça consciente de que seria sua até então última partida pelo Flamengo: embora ainda não divulgada a transferência, o Galinho já sabia se sua venda para a equipe italiana da Udinese,[19] em transferência já acertada um mês antes da decisão e mantida em sigilo para eventuais protestos da torcida não atrapalharem a caminhada rumo ao título.[20]

[editar] VoltaApós duas temporadas na Itália, Zico voltou no segundo semestre de 1985 ao time do coração. Os festejos, entretanto, deram lugar à agonia pouco depois, após sofrer falta desleal de Márcio Nunes, em partida contra o Bangu. A pancada devastou suas pernas: Zico teve torções nos dois joelhos e no tornozelo esquerdo, contusão na cabeça do perônio esquerdo e profundas escoriações na perna direita.[21] Teve de se submeter a três cirurgias no joelho esquerdo e a longo período de recuperações devido as consequentes problemas musculares. Só optou por elas pois teria de encerrar a carreira se não as fizesse.

"Decidi tentar, pois não admitia a ideia de ser obrigado a abandonar os campos. Queria um dia parar com o futebol e não o futebol parar comigo", declarou Zico que, em virtude da recuperação, teve a curvatura da perna esquerda alterada, tendo de alterar também a sua forma de pisar.[21] Havia também a motivação extra pela realização de nova Copa do Mundo, no ano seguinte. Para voltar a jogar, teve de suportar até oito horas diárias na sala de musculação da Gávea, lutando para conseguir novos centímetros para a perna esquerda, que sofrera atrofia.

A resposta aos que já o consideravam ex-jogador veio em fevereiro de 1986, às vésperas da Copa, em um Fla x Flu. Os festejos rubronegros antes da partida eram destinados à estreia de Sócrates como jogador do Flamengo, naquele dia.[22] Após o jogo, as comemorações deram-se em função da atuação de gala de Zico, que marcou três gols - um de falta - na vitória flamenguista por 4 x 1.[23] No Flamengo, a recompensa viria com o título estadual naquele ano e, no seguinte, com o tetracampeonato brasileiro, com a conquista do módulo verde da Copa União, já com ele tendo alterado seu estilo de jogo: substituiu seu ímpeto pela cadência, os dribles rumo ao gol por toques de primeira e lançamentos.[6]

A taça de 1987 seria a última levantada pelo Galinho no Flamengo, e não seria reconhecida pela CBF, até dia 21 de fevereiro de 2011 onde foi oficializado o titulo que apontaria como campeão e vice brasileiros de 1987 e, portanto, representantes do Brasil na Libertadores de 1988, os times do Sport e Guarani, respectivamente. Em 1988, o Flamengo perderia o Carioca para o Vasco (assim como no ano anterior) e, no Brasileirão, seria eliminado nas quartas-de-final pelo Grêmio. Zico decidiu parar no primeiro semestre de 1989; o Flamengo perdeu o Estadual para o Botafogo. Mas a última partida profissional de Zico no Flamengo terminou da melhor forma: em inesquecível goleada de 5 x 0 sobre o Fluminense, em Juiz de Fora, em jogo em que o Galinho não poupou dribles, lançamentos e um novo inesquecível gol de sua especialidade: "Era tudo o que queria. Terminar com um gol e justo do jeito que eu mais gosto: de falta".[24]

[editar] UdineseCobiçado por clubes mais tradicionais do país, como Roma e Juventus, sua ida à modesta equipe de Friuli causou escândalo no resto da Itália. A Federação chegou a suspender a compra, orçada em 4 milhões de dólares (em valores da época) - o maior valor pago até então no país por um jogador -, o que revoltou os moradores de Udine, que começaram a disparar mensagens de separatismo. O lema era "ou Zico ou Áustria!", uma referência à época em que a região pertencia ao Império Austríaco.[25] A ameaça foi levada a sério pelo presidente da Federação, Sandro Pertini, que enfim acatou a compra de Zico.

O Galinho chegou a Udine tratado desde logo como um rei.[25] Mesmo assim, manteve sua postura humilde e profissional, procurando deixar todos à vontade: um dos reservas do time, Pradella, chegara a ter calafrios e desarranjos intestinais na primeira vez em que foi escalado para jogar ao lado do brasileiro.[26] Dedicado a ajudar o clube a conseguir o título na Serie A, Zico fez sua parte, liderando um time fraco a uma honrosa nona colocação na temporada 1983/84, a quatro pontos do time que ficou na quarta (a Internazionale), que daria vaga para a Copa da UEFA. Zico marcou 19 gols, apenas um atrás na artilharia do campeonato, que ficou com Michel Platini, da campeã Juventus. O detalhe é que o francês jogou seis partidas a mais,[26] muito por conta de uma lesão que Zico sofrera em amistoso contra o Brescia.[25]

Jogando muitas vezes machucado, sabendo da dependência que o time tinha em relação a ele, Zico começou a se desencantar com os dirigentes do clube, que haviam prometido formar uma equipe forte o capaz para brigar pelo título, o que não vinha acontencendo - além dele, os únicos jogadores com certo reconhecimento eram seu colega de Seleção (e futuramente também de Flamengo) Edinho e um veterano ex-jogador da Seleção Italiana, Franco Causio, com quem fazia dupla no meio-de-campo. Começou a sonhar com sua volta ao Flamengo.[26] A segunda temporada acabou marcada pela luta para não cair, com ele jogando apenas quinze vezes, ainda assim marcando doze.[26] Outro motivo para o seu desejo em ir embora era o processo que sofria na Justiça Italiana por supostamente enviar ilegalmente dinheiro ao Brasil, que só mais tarde terminaria em sua absolvição.[25] Em entrevista à revista inglesa FourFourTwo, Zico esclareceu o ocorrido:

Assinei um contrato de uso de imagem no Brasil e, na Itália, o presidente da Udinese acertou um outro contrato de publicidade. Seria preciso uma autorização da receita federal italiana para que eu pudesse fazer publicidade na Itália. Respeitei isso e cumpri meu outro contrato. Mas aí os agentes da receita entraram com uma ação contra mim e tive que apelar. Mostrei, então, o contrato que tinha assinado no Brasil, que respeitava as leis brasileiras, e provei que pagava impostos corretamente. O engraçado é que acabei pagando mais impostos do que um cidadão de Udine normalmente pagava. Paguei algo próximo de US$500 000 e fui processado por sonegação devido a um erro contratual. Apelei e fui totalmente absolvido. Era totalmente legal e não fiz nada para evitar pagar meus impostos. Só que a imprensa não mencionava isso.[14]

Zico não deixou de reproduzir na Itália sua jogada característica, apavorando os goleiros adversários com suas cobranças de falta, gerando até acirrados debates nos programas esportivos nos canais de televisão do país: "Como evitar os gols de Zico?", discutiam.[26] Em sua passagem pela Udinese, Zico marcou 17 gols de falta dentre seus 57 gols.[26] Dos gols "normais", dois são lembrados em especial: o da vitória de 1 x 0, em novembro de 1983, marcado aos 41 minutos do segundo tempo, sobre a então campeã, a Roma, que nunca havia perdido para a Udinese.[27] Outro foi uma bicicleta em sua estreia no mítico Estádio San Siro, em jogo contra o Milan, diminuindo no final da partida o placar para 3 x 2 - ainda arranjaria tempo para dar assistência a Causio para o gol de empate.[25]

Foi também muito aplaudido e teve o seu nome gritado e cantado pelas torcidas adversárias, fato que ocorreu contra o Ascoli, Genoa e Catania.[25] Contra o Ascoli, torcedores, repórteres e até o goleiro adversário o aplaudiram. Em Gênova, o estádio inteiro cantou o seu nome e em Catania os torcedores do time rival não só gritavam e cantavam o seu nome como também torciam por ele: todas as vezes que ele tocava na bola era ovacionado e quando surgia uma falta próximo a área, clamavam para que Zico a cobrasse. Ao terminar a partida, o jogador brasileiro Pedrinho, do Catania (e seu colega na Copa de 1982, além de ex-adversário de Vasco), foi indagado por um réporter: "Vocês poderiam ter vencido o jogo?". E ele respondeu: "Como poderíamos se até a nossa torcida estava torcendo pelo Zico?".[25]

Em uma pesquisa realizada em novembro de 2006 pelo jornal italiano La Repubblica[28] sobre os maiores jogadores brasileiros na Itália, Zico aparece em primeiro, à frente de Mazzola, Falcão, Careca, Ronaldo e Kaká, dentre outros. Seu carisma e talento continuaram a ficar no coração do torcedor da Udinese mesmo após sua saída: em 1989, quatro anos após ter deixado o clube (que caíra para a Serie B duas temporadas após o ídolo ter ido embora), lotou o Estádio Comunale del Friuli na partida que marcava a sua despedida da Seleção Brasileira.[26] Vinte anos depois, em novembro de 2009, o Galinho recebeu a cidadania honorária de Udine.[29]

Quem sintetizou de forma mais aprimorada a grande metamorfose operada por ele na cidade foi um jornalista do "Il Gazzettino de Veneza", profissional encarregado de segui-lo, Luigi Maffei.

Para nós, friulanos, Zico tem o mesmo significado de um motor da Ferrari colocado dentro de um fusca. Sentimo-nos os únicos no mundo a possuir um carro tão maravilhoso e absurdo.[25]

[editar] Seleção BrasileiraDescontado seu jogo de despedida em 1989, em Udine, e partidas por seleções inferiores, Zico atuou por dez anos pelo Brasil, marcando 66 gols em 89 partidas, tendo saído como segundo maior artilheiro da Seleção, atrás apenas de Pelé (depois, foi ultrapassado por Romário).

Disputou três Copas do Mundo, não tendo experimentado o sabor do título mundial. Suas únicas taças pela Seleção foram conquistadas no ano de seu debute, 1976: a Copa Rio Branco e o Torneio Bicentenário dos Estados Unidos (em que marcou, nos 4 x 1 a Itália, um de seus gols mais bonitos, driblando três adversários e chutando de pé esquerdo na meta de Dino Zoff).

Seu debute ocorreu em partida válida pela Rio Branco. Foi contra o Uruguai, em Montevidéu. Marcando gol: com a partida empatada em 1 x 1 e com Rivellino e Nelinho expulsos, Zico fez o gol da vitória em cobrança de falta no final da partida.[30] Apenas em 2009 o Brasil voltaria a vencer a Seleção Uruguaia na casa dela.

Zico foi à Copa do Mundo de 1978 em momento onde ainda se firmava na equipe treinada por Cláudio Coutinho. O que seria seu único gol no torneio terminou mal anulado: no final da segunda partida da primeira fase de grupos, contra a Suécia, o árbitro (o galês Clive Thomas) encerrou a partida no momento em que a bola estava no ar após cobrança de escanteio, antes que o cabeceio dado por Zico a fizesse entrar nas redes. Despediu-se na partida contra a Polônia, a última da segunda fase de grupos, quando sofreu grave problema muscular ao prender o tornozelo em lance com o adversário Zbigniew Boniek[21][31] - se o Brasil passasse à final, Zico não jogaria. A Seleção teve de contentar-se com a decisão do terceiro lugar (conquistado) após ficar empatado em pontos e com menos saldo de gols que a anfitriã Argentina, após a vitória desta por 6 x 0 sobre o Peru, o grande escândalo do torneio.

Um drama talvez maior veio na Copa do Mundo de 1982, onde o Brasil vivia enorme favoritismo. Zico marcou quatro vezes no mundial: de falta contra a Escócia, em jogo em que reencontrou três jogadores do Liverpool contra quem jogara seis meses antes: Alan Hansen, Kenny Dalglish e Graeme Souness; dois contra a Nova Zelândia (um deles, de voleio); e outro contra a Argentina. Na partida contra os rivais, também deu passe para Júnior marcar o terceiro e também envolveu-se no segundo, tendo dado passe para Falcão assistir a Serginho Chulapa. O jogo foi válido já pela segunda fase, onde um grupo formado também pela Itália daria uma vaga para as semifinais. O Brasil foi ao jogo contra os italianos podendo empatar para passar de fase: ambos haviam vencido a Argentina, mas o Brasil o fizera com um gol a mais.

Tudo deu errado na partida decisiva do grupo. O técnico da Azzurra, Enzo Bearzot, já presenciara as habilidades de Zico em 1979, quando treinou a Seleção do Resto do Mundo em amistoso contra a Argentina comemorativo do aniversário de um ano do título do país na Copa de 1978. Zico chegara a Buenos Aires minutos antes da partida, entrando no segundo tempo. Marcou o gol de empate e levou o time da FIFA à vitória de virada[6] Para anular o Galinho, escalou o violento Claudio Gentile, que já parara Maradona, à base de muitas pancadas, na partida contra a Argentina. No único momento em que conseguiu desvencilhar-se da pesada marcação de Gentile, Zico deu o passe para o gol de Sócrates, que empatava a partida em 1 x 1.[25] Em outro momento, o adversário chegou a puxar tão forte a camisa de Zico que terminou por rasgá-la. O lance foi dentro da grande área, mas o pênalti evidente não foi marcado pelo árbitro Abraham Klein. A Itália venceu por 3 x 2 no que Zico, até então empatado com o alemão-ocidental Karl-Heinz Rummenigge na artilharia do mundial (premiação que ficaria com o carrasco Paolo Rossi, que fizera os três gols da vitória italiana naquela partida e faria outros três depois), considera sua "maior frustração no futebol".[32]

A terceira e última Copa de Zico seria a de 1986. O Galinho ainda vivia a desconfiança da crítica em relação a seu estado físico após a lesão provocada por Márcio Nunes, em 1985. Sua resposta pela Seleção viria em abril, em amistoso contra a Iugoslávia. Na vitória brasileira por 4 x 2, marcou outro de seus gols mais bonitos, invadindo a área adversária deixando para trás uma fileira de quatro zagueiros e ainda livrando-se do goleiro antes de concluir para as redes.[24]

Ainda assim, em virtude de sua recuperação, foi ao mundial como reserva. Jogou três das cinco partidas do Brasil na Copa, contra Irlanda do Norte, na primeira fase, com o Brasil já classificado; Polônia, nas oitavas-de-final; e França, nas quartas. Não marcou gols, perdendo a melhor chance que teve para fazê-lo, um pênalti contra os franceses. Zico havia acabado de entrar na partida, já empatada em 1 x 1, e feito sensacional lançamento para Branco, que foi derrubado na grande área pelo goleiro Joël Bats. Como ainda estava frio na partida, Zico foi bater o pênalti relutantemente, o qual ele mesmo reconheceu ter cobrado mal.[33] O empate perdurou na prorrogação e a vaga nas semifinais foi decidida na série de pênaltis. Escalado para bater novamente, Zico acertou sua cobrança na decisão, mas Sócrates e Júlio César perderiam as suas e o Brasil acabaria eliminado. Foi a última partida oficial do Galinho pelo Brasil - curiosamente, o craque perdeu apenas uma vez pela Seleção em Copas, no fatídico jogo contra a Itália em 1982.

Na Copa do Mundo de 1990, o técnico Sebastião Lazaroni, chegou a conversar com Zico se o jogador não poderia repensar a sua decisão de não disputar a Copa. O Galinho optou por não jogar, tendo outros planos: naquele ano, durante a presidência de Fernando Collor, foi Secretário Nacional de Esportes, cargo público que exerceu até o ano seguinte.

Pela Seleção Pré-Olímpica, Zico foi durante o torneio classificatório para as Olímpiadas de 1972 um dos destaques da Seleção. Inclusive fez o gol da classificação, porém foi de maneira suspeita cortado dos Jogos. Sua decepção com a ausência lhe fez pensar em parar de jogar, na época.[14]

[editar] Voltando a jogarEm 1991, retornou ao futebol, para disputar o ainda incipiente futebol japonês. No Japão, ele atuou pelo Sumitomo Metals e pelo clube originado deste, o atual Kashima Antlers, de 1991 a 1994, quando deixou definitivamente os campos.

Sua passagem no Japão, junto com outros jogadores famosos já aposentados ou em via de se aposentar, é hoje apontadoa como uma das maiores razões da popularização e profissionalização do futebol no país, que finalmente promoveria a primeira edição profissional do campeonato japonês em 1993. Na final, contra o Verdy Kawasaki (atual Tokyo Verdy), recebeu uma das raras expulsões na carreira, ao cuspir na bola por sua irritação com a atuação do árbitro, que estaria favorecendo o adversário (que acabou ficando com o título).[34] Os gols da final, de qualquer forma, saíram de jogadores inspirados por Zico a jogar no recém-profissionalizado futebol nipônico: pelo Kashima, seu ex-colega de Flamengo Alcindo; pelo Verdy, o ex-adversário de Vasco Bismarck e também Kazu, japonês que jogava no Brasil.

Zico aposentou-se após o término da segunda edição da J-League, com o Kashima ficando em terceiro na classificação geral. Mesmo não tendo conseguido taças no Japão, Zico ficou bastante reverenciado no país, que aprendeu a gostar de futebol muito por conta do carisma e atuações do veterano ídolo,[34] que inclusive ganhou uma estátua em sua homenagem por lá. Oswaldo de Oliveira, que treinaria o Kashima, resumiu a importância de Zico para o clube:

O Zico participou da formação do Kashima ainda no início, quando o clube era amador. O conceito dele é fabuloso e até hoje a torcida leva uma faixa para ele em todos os jogos. O Antlers ia ser um clube de fábrica, e o Zico o fez virar grande, lhe deu história e tradição[35]

Quando já estava no Kashima, Zico voltou a jogar no Maracanã uma vez, como convidado especial do antigo rival Roberto Dinamite, para o amistoso de despedida deste, entre Vasco e o Deportivo La Coruña de Bebeto, ex-colega de ambos. A ocasião ficou famosa por ter sido a única vez que Zico entrou em campo com a camisa cruzmaltina.[36] Ele continuou a jogar futebol um ano após deixar os gramados, mas na areia. De volta ao Brasil, onde fundou o clube que leva o seu nome, o CFZ (Centro de Futebol Zico), participou pela Seleção Brasileira nos dois primeiros campeonatos mundiais do chamado beach soccer (1995 e 1996), sendo campeão em ambos e, no primeiro, também o artilheiro.

[editar] Treinador[editar] Primeiras experiênciasApesar de ter sido várias vezes convidado a assumir cargos no Flamengo[carece de fontes?], Zico relutou em aceitar. Especula-se que isso se deva em grande parte aos rumos tomados pelas administrações do clube carioca, que desde a época de Zico vêm gradativamente acumulando dívidas e maus resultados. Já disse que nunca quer ser técnico do Flamengo para não manchar essa imagem maravilhosa que tem com a torcida[carece de fontes?].

Sua primeira experiência em uma comissão técnica foi como assistente de Zagallo, para a Copa do Mundo de 1998. Zico foi chamado após resultados medianos do Brasil nos amistosos preparativos [37] - o país não jogara as Eliminatórias por sua classificação automática como campeão da edição anterior. Ficaria marcado por ter sido o encarregado de transmistir a Romário a informação de que este seria cortado. Apesar da decisão ter sido feita por toda a comissão, o Baixinho culparia Zico pelo corte, e apenas em 2009 lhe pediria desculpas.[37]

Posteriormente, Zico assumiu interinamente como treinador do Kashima Antlers, quando o time passava por uma crise. Ele era diretor técnico do time, que demitira Zé Mário em razão de maus resultados. Na emergência, Zico comandou a equipe, e sua figura embriou os jogadores, fazendo o time sair das últimas posições e terminar entre os primeiros da J-League.[35]

[editar] Seleção JaponesaA partir de junho de 2002, passou a exercer o cargo de selecionador da Seleção Japonesa, sucedendo o francês Philippe Troussier, que treinara o país na Copa do Mundo daquele ano. Foi chamado logo como a primeira opção de Masaru Suzuki, presidente da Associação de Futebol do Japão - Suzuki fora o presidente do Kashima na época em que Zico teve bons resultados como técnico interino do clube.[35]

Após eliminação na primeira fase na Copa das Confederações de 2003, Zico levou os nipônicos ao título na Copa da Ásia de 2004. Com o título continental, o Japão credenciou-se a disputar no ano seguinte a Copa das Confederações e, embora eliminado na fase de grupos, não fez feio, tendo ficado perto de eliminar a Seleção Brasileira nesta fase.


Zico em 2007.O Japão de Zico reencontraria o Brasil no ano seguinte, na Copa do Mundo de 2006, com nova eliminação na primeira fase e um futebol aquém do que se esperava. Zico afirmou que fez o melhor que pôde pela seleção japonesa e que não se arrependeu de nenhuma decisão que tomou[carece de fontes?]. Apesar de não ter conseguido os mesmos resultados do antecessor, seu trabalho foi reconhecido por ter inspirado melhor postura dos jogadores japoneses, ensinando-lhes a ter mais confiança e capacidade de improvisação.[35] Foi treinando a Seleção Japonesa que Zico desenvolveu o gosto para ser treinador; até então, suas intenções após abandonar os gramados era ser dirigente.[38]

Foi uma questão de retribuição pelo que o Kashima e todo o Japão fizeram por mim. Eu não queria de maneira nenhuma seguir como treinador, mas, em um momento difícil, eu assumi. Obtivemos ótimos resultados nesse período e saímos do rebaixamento para o quinto lugar. Entreguei o time ao Toninho Cerezo, continuei como diretor, e, quando o presidente do Kashima Antlers assumiu a federação, me fez um pedido bem especial. Acho que faltavam algumas coisas para o futebol japonês dar uma guinada e eu tinha que estar lá dentro para isso. Aí peguei o gostinho e continuei. Deu certo.[38]

[editar] FenerbahçeApós a Copa, Zico foi contratado para treinar a equipe turca do Fenerbahçe, ajudando a popularizá-lo no Brasil. Comandando um time cujo elenco contava com vários ex-jogadores do futebol brasileiro (Alex, Edu Dracena, Deivid, Fábio Luciano e, posteriormente, Roberto Carlos, além do naturalizado turco Gökçek Vederson, do uruguaio Diego Lugano e do chileno Claudio Maldonado), ganhou em sua primeira temporada o campeonato turco e, na seguinte, levou a equipe às quartas-de-finais da Liga dos Campeões da UEFA de 2007-08, sendo esta a melhor participação de um clube da Turquia no principal torneio europeu de clubes.

[editar] BunyodkorEm 22 de Setembro de 2008, foi contratado para treinar a equipe Bunyodkor, do Uzbequistão, clube onde já jogava o astro Rivaldo, substituindo Mirjalol Qosimov, que assumira a Seleção Uzbeque.[39]

Zico ficou apenas pouco mais de quatro meses como técnico do Bunyodkor, o suficiente para trazer mais mídia para o futebol local, para conquistar a Copa do Uzbequistão de 2008,[40] em cima do rival Paxtakor e deixá-la na liderança do campeonato uzbeque, que o clube posteriormente também venceu. Além disso, o clube também chegou às semifinais da Liga dos Campeões da AFC.


Como técnico da CSKA Moscou, em abril de 2009.[editar] CSKA MoscouEm 9 de janeiro de 2009, anunciou a troca do Bunyodkor pelo CSKA Moscou, substituindo Valeriy Gazzayev.[41] Estreou na fase decisiva da Copa da UEFA contra o Aston Villa e a equipe se classificou para as oitavas-de-final da competição após um empate em 1 a 1 na primeira partida e uma vitória por 2 a 0 no jogo de volta, em casa.[42] Porém na fase seguinte, o seu clube foi eliminado pelo Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, e futuro campeão do torneio. No comando do CSKA, levou o time a conquistar a Copa da Rússia e a Supercopa da Rússia em 2009.

Em 10 de setembro foi demitido do clube.[43]

[editar] OlympiakosEm 16 de setembro, o Olympiakos anunciou sua contratação por dois anos. A decisão foi surpresa até para a família. Zico já assiste a partida contra o AZ Alkmaar, no Estádio Karaiskákis em Atenas, pela Liga dos Campeões da UEFA.[44]

Em 19 de janeiro de 2010, o clube anunciou o "fim de sua cooperação com o treinador" em um breve comunicado no sítio oficial.[45]

[editar] Dirigente esportivoEm 30 de maio de 2010, a convite da presidente do Flamengo, Patrícia Amorim, assumiu o cargo de diretor executivo de futebol do clube.[46] Em 1 de outubro de 2010, anunciou, em seu site pessoal, o pedido de demissão do cargo, segundo ele, por pressões sofridas dentro do clube.[47]

[editar] Comentarista esportivoEm 16 de fevereiro de 2011, foi anunciado como comentarista esportivo na TV Esporte Interativo.[3] Fez sua estreia em 22 de fevereiro na partida entre Lyon e Real Madrid.[48]

Em 28 de abril, estreiou o seu próprio programa, também na TV Esporte Interativo, "Zico da Área" com o jornalista esportivo Mauro Beting e a participação do ex-futebolista Bebeto. O programa será semanal, toda quinta-feira às 20 horas e 30 minutos e terá a duração de 1 hora.[49][50]

[editar] FamíliaZico descende de portugueses tanto pelo lado materno como pelo lado paterno. O seu avô materno, Arthur[51] Ferreira da Costa Silva era de Oliveira de Azeméis e emigrou para o Rio de Janeiro nos últimos anos do século XIX. Estabeleceu-se com uma fábrica de cerâmica no bairro de Quintino. A mãe de Zico, Matilde Ferreira da Costa Silva (19 de Janeiro de 1919 — 17 de Novembro de 2002), nasceu já no Brasil.

O avô paterno, Fernando Antunes Coimbra, nasceu e viveu a maior parte da sua vida em Tondela. É aí que nasce José Antunes Coimbra (10 de Junho de 1901 — 12 de Novembro de 1986), que viria ser o pai do jogador. José Antunes Coimbra, aos 10 anos de idade, juntamente com sua família, emigra para o Brasil. Ainda que tenha saído de Portugal muito jovem, José sempre guardou uma grande ligação ao seu país de origem. Era, aliás, adepto do Sporting Clube de Portugal, porquanto seguiu durante grande parte de sua vida os relatos dos jogos de seu clube através da rádio.

Matilde Ferreira da Costa Silva e José Antunes Coimbra conheceram-se em 1926, José Antunes tinha 25 anos e era motorista na fabrica de cerâmica do pai de Matilde; esta tinha apenas sete anos de idade. Casaram 17 anos depois, em 1943; ela com 24 anos, ele já com 42. Do casamento nasceram seis filhos, todos homens: Zezé (falecido em 8 de Janeiro de 1997), Zeca, Nando, Edu e Tunico, e finalmente Zico.[52] Zico nasceu na rua Lucinda Barbosa, número 7 em Quintino, às 7h00 de parto natural. O nome Arthur foi escolhido pela mãe por causa de seu avô (que viria a falecer um ano depois).

Zico conheceu Sandra Carvalho de Sá, que vem a ser irmã de Sueli, a esposa de seu irmão Edu, em 1969, em treinamento do Flamengo: ela passava pela Gávea para suspirar por seu ídolo do elenco flamenguista, o galã argentino Doval. Em 23 de Agosto de 1970, Zico e Sandra começam a namorar e casaram-se em 18 de Dezembro de 1975, na igreja de São José, na Lagoa. Zico e Sandra têm três filhos: Arthur Antunes Coimbra Júnior (nascido a 15 de Outubro de 1977), Bruno de Sá Coimbra (nascido a 16 de Outubro de 1978) e Thiago de Sá Coimbra (nascido a 6 de Janeiro de 1983).

[editar] EstatísticasZico anotou 826 gols em toda sua carreira; 516 gols em partidos oficiais (Primeira divisão, Seleção Brasileira, copas nacionais e internacionais) e 310 em torneios não oficiais, Juvenil e amistosos.

Time Número de Gols Partidas Média
Flamengo - Escolinha (BRA) 66 88 0,83
Flamengo - Juvenil (BRA) 37 63 0,59
Flamengo - Profissional (BRA) 508 731 0,69
Udinese (ITA) 56 79 0,71
Sumitomo/Kashima Antlers (JAP) 54 88 0,51
Seleção Brasileira Pré-Olímpica 1 8 0,13
Seleção Brasileira Profissional 66 88 0,75
Seleção Brasileira de Masters 10 18 0,55
Seleção Carioca 1 1 1
Jogos de Exibição 49 51 0,96
TOTAL 826 1180 0,7

[editar] Títulos[editar] Como jogadorFlamengo
: Campeonato Quadrangular Infantil: 1969
: Campeonato Carioca Infantil: 1969
: Campeonato Carioca Juvenil: 1972
: Taça Guanabara: 1972, 1973, 1978, 1979, 1980, 1981, 1982, 1988 e 1989
Campeonato Carioca: 1972, 1974, 1978, 1979, 1979 (especial), 1981 e 1986
: Torneio de Goiás: 1975
: Torneio de Jundiaí: 1975
: Torneio de Mato Grosso: 1976
Troféu Ramón de Carranza: 1979
Torneio das Astúrias: 1980
Torneio de Algarve: 1980
Troféu Ramón de Carranza: 1980
Campeonato Brasileiro: 1980, 1982, 1983, 1987
Troféu Cidade de Santander: 1980
Torneio de Nápoles: 1981
Copa Européia/Sul-Americana - Mundial Interclubes: 1981
Copa Libertadores da América: 1981
: Taça Rio de Janeiro: 1985,1986
: Taça Euzébio de Andrade: 1987
Copa Kirin: 1988
Troféu Colombino: 1988
Torneio de Hamburgo: 1989
Seleção Brasileira
Torneio Pré-Olímpico: 1971
Torneio do Penalty : 1974
Torneio Bicentenário dos Estados Unidos: 1976
Copa Roca: 1976
Copa Rio Branco: 1976
Taça Oswaldo Cruz: 1976
Taça do Atlântico: 1976
Mundialito de Cáli: 1977
Taça da Inglaterra: 1981
Taça da França: 1981
Troféu Sport Billy: Equipe Fair play da Copa do Mundo 1982 e Equipe Fair play da Copa do Mundo 1986
[editar] Campanhas de destaque3ª Colocação Copa do Mundo: 1978
3ª Colocação Copa América: 1979
Udinese
Torneio Quadrangular de Udine: 1983
Seleção Brasileira de Masters
Copa do craque (Copa Zico): 1990
Copa Pelé: 1991
Kashima Antlers
Copa Muroran: 1992
Copa Suntory (1ª fase): 1993
Meiers Cup: 1993
Pepsi Cup: 1993
Seleção Brasileira de Futebol de Areia
Copa do Mundo de Futebol de Areia: 1995 e 1996
Copa América de Futebol de Areia: 1995 e 1996
Torneio internacional de Futebol de Areia
[editar] Como técnicoSeleção Japonesa
Copa da Ásia: 2004
Copa Kirin : 2004
Fenerbahçe
Campeonato Turco de Futebol: 2007
Supercopa da Turquia: 2007
Antalya Cup: 2007
Bunyodkor
Copa do Uzbequistão: 2008[40]
Campeonato Uzbeque de Futebol: 2008[53]
CSKA Moscou
Supercopa da Rússia: 2009
Copa da Rússia: 2009
[editar] PrêmiosMelhor Jogador do Futebol Brasileiro nos últimos 30 anos - Rede Globo / Esporte espetacular (BRA): 2003
2º Melhor jogador Sulamericano do ano eleito pelo jornal - El Mundo (VEN): 1976
Melhor jogador Sulamericano do ano eleito pelo jornal El Mundo (VEN): 1977, 1981, e 1982
Melhor jogador da Seleção do Resto do Mundo "FIFA" Copa do Mundo FIFA de 1978: 1979
Melhor jogador do Torneio Cidade de Santander (ESP): 1980
2º Melhor jogador Sulamericano do ano eleito pelo jornal - El Mundo (VEN): 1980
5º Maior Futebolista do ano eleito pela Revista Guerin Sportivo (Italia): 1980
Melhor jogador do Mundo eleito pelo El Mundo (VEN), Guerin Sportivo (ITA), El Balón (ESP) e revista Placar: 1981
Melhor jogador da Copa Libertadores da América: 1981
Melhor jogador da final do Mundial interclubes: 1981
Melhor jogador Sulamericano do ano eleito pelos jornal El Gráfico (ARG): 1982
Chuteira de bronze Copa do Mundo da Espanha: 1982
5º Maior jogador da Copa do Mundo da Espanha:1982
Craque do time das estrelas da Copa do Mundo 1982 (World cup all-star team player): 1982
Maior camisa 10 da Copa do Mundo da Espanha:1982
4º Melhor jogador do Mundo eleito pela Revista inglesa World Soccer: : 1982
Melhor jogador do Mundo eleito pela revista inglesa "World Soccer": 1983
Premio Chevron "Melhor jogador do Campeonato Italiano" Temporada 83/84: 1984
3º Melhor jogador do Mundo "World Soccer": 1984
Melhor jogador da "Copa do mundo de futebol de areia: 1995
Melhor drible do Fifa Street 2 - "Ginga": 2006
Bola de Prata da Revista Placar: 1974, 1975, 1977, 1982 e 1987
Bola de Prata da Revista Placar (artilheiro): 1980 e 1982
Bola de Ouro da Revista Placar: 1982 e 1974
Hall da fama do futebol internacional - International Football Hall of Fame (IFHOF): 1997
Décimo quarto Maior jogador do Século XX pela IFFHS: 1999
Sétimo Maior jogador Sulamericano do Século XX Pela IFFHS: 1999
Terceiro Maior jogador Brasileiro do século XX pela IFFHS: 1999
Nono Maior jogador do século XX pela revista - France football: 1999
Oitavo Maior Jogador do Século XX pelo Grande Júri FIFA: 2000
Hall da fama FIFA: 2000
FIFA 100: 2004
Premio Golden Foot Award (Lenda do Futebol): 2006
Quinto Maior Artilheiro da história do futebol Mundial: 2010
Décimo Maior jogador de todos os tempos pela revista inglesa - World Soccer: 2010
[editar] Gol 500Zico marcou o seu 500º gol em 15 de março de 1981, no jogo que o Brasil venceu a França por 3 a 1, no Estádio Parc des Princes em Paris na França.

[editar] RecordesRecorde de gols pelo Flamengo em uma só temporada - 49 gols - 1974
Maior goleador do Maracanã num único campeonato - 30 gols - 1975
Recorde de gols pelo Flamengo em uma só temporada - 56 gols - 1976
Artilheiro da temporada no Brasil - 63 gols gols - 1976
Artilheiro da temporada no Brasil - 48 gols - 1977
Zico foi quem mais marcou num único jogo no Maracanã - 6 gols, na goleada de 7 a 1 do Flamengo contra o Goytacaz - 1979
Marcou 81 gols em 70 partidas com a camisa do Flamengo - 1979
Artilheiro da temporada no Brasil - 89 gols - 1979
Record de gols do Flamengo como profissional, batendo o record de Dida que era de (244 gols) - 245 gols - 1979
Artilheiro da temporada no Brasil - 53 gols - 1980
Artilheiro da temporada no Brasil - 59 gols - 1982
Recorde de gols em partidas seguidas no Campeonato Japonês - 11 gols em 10 jogos seguidos - 1992
Maior artilheiro de todos os tempos do Estádio Mário Filho (Maracanã) - 333 gols
Maior vencedor do premio Futebolista Sulamericano do ano oficial com 3 Bolas de ouro e 2 de prata - El Mundo (VEN)
Maior vencedor de todos os tempos do prêmio Bola de Prata / Bola de Ouro - Revista Placar.
Maior artilheiro da história do Flamengo - 568 gols
Maior artilheiro meio campista do mundo em todos os tempos - gols oficiais 522, gols no total 826
Maior artilheiro da Seleção Brasileira em eliminatórias de copas do Mundo com 11 gols
[editar] Artilharia Copa Libertadores da América - 11 gols - 1981
Campeonato Brasileiro - 21 gols - 1980 (Rendendo também o prêmio Bola de Prata da Revista Placar)
Campeonato Brasileiro - 20 gols - 1982 (Rendendo também o prêmio Bola de Prata da Revista Placar)
campeonato carioca de Escolinha - 26 gols - 1970
Campeonato Carioca Infantil 1 - 9 gols - 1971
Campeonato Carioca Profissional - 30 gols - 1975
Taça Guanabara - 10 gols - 1975
Copa Rio Branco (3 gols) - 1976
Artilheiro da temporada no Brasil - 63 gols - 1976
Mundialito de Cali (Seleção Brasileira) - 8 gols - 1977
Campeonato Carioca- 27 gols - 1977
Artilheiro da temporada no Brasil - 48 gols - 1977
Campeonato Carioca - 19 gols - 1978
Campeonato Carioca - 26 gols - 1979
Campeonato Carioca Especial - 34 gols - 1979
Troféu Ramón de Carranza - 3 gols - 1979
Artilheiro da temporada no Brasil - 89 gols - 1979
Troféu Ramón de Carranza - 2 gols - 1980
Torneio de Santander - 3 gols - 1980
Artilheiro da temporada no Brasil - 53 gols - 1980
Torneio de Nápoles - 4 gols - 1981
Artilheiro das eliminatórias da Copa de 1982 - 05 gols - 1981
Chuteira de bronze - Copa do Mundo da Espanha: 1982
Taça Guanabara - 12 gols - 1982
Campeonato Carioca - 21 gols - 1982
Artilheiro da temporada no Brasil - 59 gols - 1982
Campeonato Italiano - 1983
Copa Pelé - 1991
Campeonato Japonês - 21 gols - 1992
Copa do mundo de futebol de areia - 12 gols - 1995
[editar] Despedidas[editar] Seleção Brasileira: "O fim de uma era"A última vez do galinho com a amarelinha aconteceu em 27 de março de 1989 num jogo entre a Seleção Brasileira e uma equipe representando o Resto do mundo. A equipe do Resto do mundo venceu, por 2 a 1, o Brasil. O jogo foi realizado no Estádio Friuli em Udine na Itália com o público de 41.000 pessoas e o evento foi promovido pela comissão italiana da Copa do Mundo de 1990.

[editar] Flamengo: "O ensaio"A despedida do maior ídolo e artilheiro da história do Flamengo e do Maracanã é marcada, em 6 de janeiro de 1990, por um jogo em que o Flamengo e a Seleção de craques nacionais e internacionais "World cup master" empataram em 2 a 2. O jogo foi realizado no seu palco principal, o Maracanã e teve um público de 150 mil pessoas, sendo 90 mil pagantes.

[editar] Kashima Antlers: "O adeus definitivo"Em 10 de outubro de 1994, "God Soccer" como é conhecido por lá, despediu-se em definitivo do futebol japonês e mundial num evento promovido pelo clube Kashima Antlers, num jogo em que enfrentou um combinado de estrangeiros que atuavam no futebol japonês. O jogo terminou empatado em 4 a 4 e o público foi de 38 mil pessoas, capacidade máxima do estádio.

[editar] Nas artes[editar] TeatroParticipação na peça "Histórias com Tortilhas", com Pepita Rodrigues - 2008.

[editar] LivrosZico A história do maior artilheiro rubro negro (Revista, RGE-1976)
Zico, Uma Lição de Vida - 1 (Autor: Marcos Vinícius Bucar Nunes - 1986)
Deixa Que Eu Chuto (Autor: Renato Maurício Prado - 1998)
Zico Conta Sua História, Ed. FTD (Autor: Zico - 1998)
Zico: Paixão e Glória de um Ídolo (Autora: Lúcia Rito - 2000)
Zico: 50 Anos de Futebol (Autor: Zico, Roberto Assaf e Roger Garcia - 2003)
Flamengo - O Vermelho e o Negro (Autor: Ruy Castro 2004)
Zico, Uma Lição de Vida - 2 (Autor: Marcos V. B. Nunes - 2006) sucesso de vendas, EUA e Japão
Os Reis do futebol Brasileiro (Autor:Antonio Falcão - 2006)
[editar] FlimografiaA vida do jogador Zico, uma lenda do nosso futebol (Documentário, década de 1980)
Zico um gênio da bola (Documentário, década de 1990)
Os mais belos gols de Zico (Documentário, Década de 1990)
Uma aventura do Zico (infantil - 1998)
Zico - O filme (Documentário sobre a vida e a carreira do craque - 2003)
Mitos do futebol (Miti - Documentário Italiano do jornal La Gazeta dello Sport - 2008)
Zico o galinho de ouro do Brasil (Documentário, coleção grandes craques - Placar 2009)
Zico na Rede (Documentário, com os gols mais importantes de sua carreira - 2009)
[editar] DiscografiaBatuquê de Praia e Cantos do Rio (Compacto, Zico e Fagner - 1982)
Reedição devido a grande procura (Compacto, Batuquê de Praia e Cantos do Rio - 1983)
O mundo é verde e amarelo (Zico e Seleção Brasileira - 1986)
[editar] Homenagens[editar] MúsicaCamisa 10 da Gávea (Jorge Ben Jor - 1976), um pouco depois a cantora Maria Alcina regravou este sucesso.
Saudades do Galinho (Moraes Moreira - 1983)
Galinho de Briga (Fagner, tema do filme - Uma aventura do Zico - 1998)
Brazuca (Gabriel, O pensador - 1999)
Bola no Pé (Fagner, tema do filme - Zico , O Filme - 2003)
Kamisama " O Senhor Deus " (Banda de Heavy Metal - Eyes of shiva - 2006)
1967 (Marcelo D2 - 2007)
Zico é o nosso Rei (Alexandre Pires, tema do filme - Zico na rede - 2009)
[editar] TeatroO dia em que Zico virou Rei (Grupo de teatro do nordeste , Década de 1990)
Referências1.↑ a b c d e f Zico na rede (Sítio oficial do Zico). Zico trienador - Estatísticas detalhadas (em português). Página visitada em 23 de setembro de 2008.
2.↑ Por ser filho e neto de cidadãos portugueses, também possui a cidadania portuguesa: Pires, Bruno (21 de junho de 2008). Zico dá prioridade a Portugal (em português). Diário de Notícias. Página visitada em 3 de março de 2010.
3.↑ a b Zico é o novo comentarista do Esporte Interativo (em português). Terra Esportes (16 de fevereiro de 2011). Página visitada em 30 de abril de 2011.
4.↑ Antes do Fla, Zico brilhou com a 10 de Pelé.
5.↑ "Arthur Antunes Coimbra - Zico", LANCE! Especial Flamengo 1981 - O Melhor do Mundo, 2007, Areté Editorial S/A, págs. 11-13
6.↑ a b c d e f g h "O Matador de Leões", Placar Especial Zico, 1989, Editora Abril, págs. 10-13
7.↑ "Gosto amargo do erro", Placar Especial Zico, 1989, Editora Abril, pág. 26
8.↑ "Prestígio na Europa", LANCE! Especial Flamengo 1981 - O Melhor do Mundo, 2007, Areté Editorial S/A, págs. 18-19
9.↑ "Emoção total", Placar Especial Zico, 1989, Editora Abril, pág. 26
10.↑ "Sequência formidável", LANCE! Especial Flamengo 1981 - O Melhor do Mundo, 2007, Areté Editorial S/A, págs. 32-33
11.↑ "Libertadores cria rivalidade com os mineiros", LANCE! Série Grandes Clubes - As 10 Maiores Glórias do Mengão, 2001, Areté Editorial S/A, pág. 13
12.↑ "Coração e coragem", Placar Especial Zico, 1989, Editora Abril, pág. 27
13.↑ "Coração e coragem", Placar Especial Zico, 1989, Editora Abril, pág. 28
14.↑ a b c "Zico", FourFourTwo, número 6, abril de 2009, Editora Cádiz, págs. 58-63
15.↑ "Campeão do Mundo", LANCE! Especial Flamengo 1981 - O Melhor do Mundo, 2007, Areté Editorial S/A, págs. 6-9
16.↑ "Mais mengão do que nunca", LANCE! Série Grandes Clubes - As 10 Maiores Glórias do Mengão, 2001, Areté Editorial S/A, pág. 32
17.↑ a b c "O bi em pleno Olímpico", LANCE! Especial Flamengo 1981 - O Melhor do Mundo, 2007, Areté Editorial S/A, págs. 54-55
18.↑ "O tri agora é brasileiro", LANCE! Especial Flamengo 1981 - O Melhor do Mundo, 2007, Areté Editorial S/A, págs. 62-63
19.↑ a b "Dois dramas e um tri", Placar Especial Zico, 1989, Editora Abril, pág. 28
20.↑ "Zico vai para a Itália", LANCE! Especial Flamengo 1981 - O Melhor do Mundo, 2007, Areté Editorial S/A, págs. 54-55
21.↑ a b c "O triste calvário das contusões", Placar Especial Zico, 1989, Editora Abril, págs. 32-33
22.↑ "Sócrates e Zico, enfim juntos" Especial Placar 35 Anos - Os Grandes Clássicos, número 2, maio de 2005, Editora Abril, pág. 12
23.↑ "Os números do Galinho", Placar Especial Zico, 1989, Editora Abril, págs. 38-41
24.↑ a b "Dez gols históricos", Placar Especial Zico, 1989, Editora Abril, pág. 17-20
25.↑ a b c d e f g h i DVD Placar Coleção Grandes Craques - Zico, o Galinho de Ouro do Brasil
26.↑ a b c d e f g "Udine agradece eternamente", Placar Especial Zico, 1989, Editora Abril, pág. 16
27.↑ "A queda de Roma", Placar Especial Zico, 1989, Editora Abril, pág. 30
28.↑ Título ainda não informado (favor adicionar).
29.↑ GloboEsporte.com (11 de novembro de 2009). Zico, o italiano (em português). Página visitada em 11 de novembro de 2009.
30.↑ "Batismo na Seleção", Placar Especial Zico, 1989, Editora Abril, pág. 25
31.↑ "Justiça seja feita", Placar Especial Zico, 1989, Editora Abril, págs. 14-15
32.↑ "Injustiça histórica", Placar Especial Zico, 1989, Editora Abril, pág. 29
33.↑ "Um final infeliz", Placar Especial Zico, 1989, Editora Abril, pág. 30
34.↑ a b "O Flamengo em carne e osso", Especial Placar - Os Craques do Século, novembro de 1999, Editora Abril, pág. 27
35.↑ a b c d "Um novo Galinho", Dassler Marques, Trivela número 26, abril de 2008, Trivela Comunicações, págs. 20-23
36.↑ "Pesadelo rubro-negro", Placar número 1258-A, Especial As 100 Maiores Fotos da História do Vasco, 2003, Editora Abril, pág. 13
37.↑ a b "O velho e o novo", Placar Dossiê História das Copas 1930-2006, edição 7, França 98, Editora Abril, págs. 6-7
38.↑ a b "Técnico, sim senhor", Dassler Marques, Trivela número 26, abril de 2008, Trivela Comunicações, págs. 24-27
39.↑ O Globo Online; Agência EFE (22 de setembro de 2008). Zico é o novo técnico do time de Rivaldo (em português). Página visitada em 23 de setembro de 2008.
40.↑ a b O Globo Online; Lancepress (31 de outubro de 2008). Zico e Rivaldo são campeões no Uzbequistão (em português). Página visitada em 31 de outubro de 2008.
41.↑ O Globo Online. Zico é o novo treinador do CSKA Moscou. Página visitada em 9 de janeiro de 2009.
42.↑ GloboEsporte.com (26 de fevereiro de 2009). Vagner Love marca, CSKA bate Aston Villa e está nas oitavas (em português). Página visitada em 27 de fevereiro de 2009.
43.↑ GloboEsporte.com (10 de setembro de 2009). CSKA oficializa técnico espanhol e espera amizade com Zico (em português). Página visitada em 10 de setembro de 2009.
44.↑ GloboEsporte.com (16 de setembro de 2009). Olympiacos anuncia acerto com Zico (em português). Página visitada em 16 de setembro de 2009.
45.↑ O Globe Online (19 de janeiro de 2010). Zico é demitido do Olympiakos (em português). Página visitada em 19 de janeiro de 2010.
46.↑ Zico é o novo executivo de futebol do Flamengo (em português). UOL (30 de maio de 2010). Página visitada em 31 de maio de 2010.
47.↑ Zico anuncia em seu site que não é mais diretor executivo do Fla (em português). GloboEsporte.com (1 de outubro de 2010). Página visitada em =1 de outubro de 2010.
48.↑ [OUTRAS Zico estreia como comentarista na TV Esporte Interativo] (em português). Zico na Rede (22 de fevereiro de 2011). Página visitada em 30 de abril de 2011.
49.↑ VÍDEO E FOTOS: Veja trecho do programa e uma galeria da estreia Zico Na Área (em português). Zico na Rede (28 de abril de 2011). Página visitada em 30 de abril de 2011.
50.↑ Zico estreia programa de TV no canal Esporte Interativo (em português). Folha de S. Paulo (24 de abril de 2011). Página visitada em 30 de abril de 2011.
51.↑ Arthur, em vez de Artur, foi a grafia comum em Portugal até 1911.
52.↑ Realizou-se assim o ditado popular na região de Tondela de que marido velho com mulher nova dá filhos até à cova.
53.↑ Zico na Rede (14 de novembro de 2008). Bunyodkor é campeão do Uzbequistão pela primeira vez (em português). Página visitada em 8 de dezembro de 2008.
[editar] Ver tambémEduardo Antunes Coimbra
Bruno de Sá Coimbra
Thiago de Sá Coimbra
[editar] Ligações externasOutros projetos Wikimedia também contêm material sobre este tema:
Citações no Wikiquote

Wikiquote
Sítio oficial de Zico (em português, em inglês e em japonês)
Zico: O Filme
Zico na rede : O Filme
Perfil em TFF.org
Gols de Zico na Seleção Brasileira
Zico: Gols de 1ª divisão
Total de Gols do Zico
CBF Titulos pela Seleção Brasileira
Zico o maior jogador do futebol brasileiro dos últimos 30 anos "Esporte espetacular/Rede Globo 2003" (em português)
Jornal do Brasil newspapers Zico é eleito pela revista Guerin Sportivo da Italia o 5º Maior do mundo em 1980
Melhor jogador do mundo em 1981 pela Revista Italiana Guerin Sportivo
FIFA Awards - Melhores jogadores da Copa de 1982
4º Melhor jogador do Mundo eleito pela Revista inglesa "World Soccer" 1982
Melhor jogador do Mundo eleito pela Revista inglesa "World Soccer" 1983
3º Melhor jogador do Mundo eleito pela Revista inglesa "World Soccer" 1984
Nono maior jogador do Século XX pela Revista "France Football"
Décimo Maior Jogador de todos os tempos "World Soccer"
Revista Veja - Matéria especial sobre Zico, no auge de sua carreira (em português)
Sítio oficial da Udinese - Homenagem ao Zico: "Arriva sua maestà Zico" (em italiano)
GloboEsporte.com - Homenagem pelos 25 anos da conquista do Mundial Interclubes (em português).

Fonte: wikipedia

terça-feira, 10 de maio de 2011

iron maiden





História



Steve Harris, baixista e líder da banda.
O Iron Maiden formou-se no dia de Natal de 1975, logo após o baixista Steve Harris deixar o seu antigo grupo, Smiler. Depois de ter suas composições rejeitadas por várias bandas nas quais participava, Steve Harris decidiu criar sua própria banda.
[editar]O início
A primeira formação da banda juntava Steve Harris a Paul Day (vocal), Dave Sullivan e Terry Rance (guitarras) e Ron Matthews (bateria). Paul Day foi mais tarde substituído por Dennis Wilcock (grande admirador do Kiss) que usava fogo, maquilagem e sangue falso no palco e que trouxe Dave Murray para a banda, tendo como consequência a saída da primeira dupla de guitarristas. Murray permancece no grupo até hoje. Bob Sawyer entrou na banda no final de 1976 como segundo guitarrista, mas como tinha ciúmes de Murray, virou Dennis Wilcock contra Dave e Dennis sugeriu a expulsão dele. Bob não ficou para trás e por suas atitudes errôneas no palco, foi junto em Julho de 77. Ron Matthews aguentou um pouco mais. Havia um guitarrista de uma banda chamada Hooker que o Maiden via tocar nos pubs: Terry Wapram. Após uma audição, a banda convidou-o para entrar e Wapram realizou alguns shows como único guitarrista. Pouco após isso, Ron saiu (não se sabe ao certo se por influência de Wilcock, como relatou no Early Days). Dave Murray juntou-se ao seu amigo Adrian Smith na banda Urchin em 1977, enquanto que os Iron Maiden passavam um mau bocado: Steve e Dennis chamaram Thunderstick (Barry Graham) (bateria) Tony Moore (teclado), mas após um concerto perceberam que o teclado não seria um bom substituto para a segunda guitarra. A banda ficou descontente e o clima foi ficando ruim até que após poucos ensaios, Moore decidiu sair. Nesse momento, Harris foi a um ensaio do Urchin para chamar Murray de volta para banda, o que aconteceu com sucesso. Mas Wapram, indignado porque perderia parte das atenções, não aceitou Murray de volta e foi convidado a sair. Com Murray de volta e apenas 4 integrantes, a banda decide marcar um show no Bridgehouse e outro no pub Green Man. O primeiro foi um fiasco, depois do baterista ter errado em várias músicas e gritar para o público se calar. Nessa época Wilcock já havia espalhado para alguns fãs que pretendia sair da banda e o show havia gerado alguma expectativa em torno disso também. Foi o que aconteceu. No intervalo entre o Bridgehouse e o Green Man, Dennis não disse nada e não compareceu no pub. Harris foi até sua casa, mas o vocalista se negou a cantar um último show. Arrasado, Harris voltou para cumprir com o acordo e os Maiden se apresentaram como um trio em Abril de 78, com Harris, Murray e Thunderstick. Steve expulsou o baterista, já contando com Doug Sampson para o posto. Com esse novo trio, os Maiden passariam cerca de 6 meses ensaiando antes tocar ao vivo ou arrumar qualquer outro integrante.
[editar]The Soundhouse Tapes (1978-79)


The Soundhouse Tapes vendeu rapidamente todas as suas 5 mil cópias, trazendo maior notoriedade para a banda, que graças ao sucesso do EP assinou contrato com a gravadora EMI.[7]
Em 1978, Harris encontrou um novo vocalista: Paul Di'Anno. A banda sempre rejeitou o punk, mas com a chegada de Paul Di'anno, que era um fã de Ramones, Sex Pistols e The Clash e um dos poucos membros dos Maiden que tiveram cabelo curto, os Maiden precisaram abrir sua sonoridade para músicas mais rápidas e mais diretas, procurando focar no heavy metal que renascia mesmo que timidamente. Durante anos a banda foi pressionada pelas gravadoras para cortar seu cabelo e sacrificar o som do Metal (segundo as mesmas) a favor de uma imagem mais Punk. Mas com Dianno como líder, a banda pôde mixar os dois estilos e fazer um próprio, juntando o metal com o punk. Eles misturavam temas clássicos, ritmos de metal empolgantes e riffs de guitarra bem Hardcore e rápidos.
Os Iron Maiden foram a sensação do circuito do rock inglês de 1978. A banda tocava sem parar havia três anos ganhando um tremendo número de fãs, mas mesmo assim até essa época, eles nunca tinham gravado nada. No ano novo de 1978, a banda gravou uma das mais famosas demo tapes da história do rock, The Soundhouse Tapes. Com apenas três faixas, a banda vendeu todas as cinco mil cópias imediatamente, e não distribuiu a demo novamente até 1996. Cópias da versão original são vendidas hoje em dia por milhares de dólares. Duas das faixas da demo, "Prowler" e "Iron Maiden", ficaram em primeiro lugar nas paradas de metal inglesa.
Em muitas das formações antigas dos Iron Maiden, Dave Murray era acompanhado de outro guitarrista, mas grande parte de 1977 e todo o ano de 1978, Murray foi o único guitarrista dos Maiden. Durante o ano de 1979 a banda teve vários segundos guitarristas sucessivos, tais como Paul Carns, Paul Todd e Tony Parsons. No fim do ano, o baterista Doug Sampson abandonou a banda por motivos de saúde. Em Novembro de 1979, a banda assinou contrato com uma gravadora de renome, a EMI, uma parceria que se mantem até aos dias de hoje. Poucos antes de entrar em estúdio, Parsons foi substituído pelo guitarrista Dennis Stratton, que trouxe Clive Burr, um amigo seu, para a bateria. Murray queria trazer Adrian Smith para o grupo, mas ele estava ocupado tocando guitarra e cantando com sua banda Urchin.
[editar]Os Primeiros Anos
[editar]Iron Maiden (1980)
Iron Maiden, o primeiro álbum da banda, foi lançado em 1980 e foi um sucesso comercial e de crítica. A banda abriu os concertos do Kiss na turnê europeia do álbum Unmasked, e também abriu diversos concertos do Judas Priest e tocando ao lado do UFO no Reading Festival que ocorreu naquele mesmo ano na Inglaterra. Depois da turnê do Kiss, Dennis Stratton foi despedido da banda por questões de criatividade e diferenças pessoais. Segundo Dennis, ele fora demitido porque era muito influenciado pela músicas dos Eagles e também por George Benson não agradando Steve Harris e companhia. Segundo relatos dados por Steve Harris, Dennis não tinha a musicalidade que a banda procurava, se negando a usar roupas como as que os demais membros da banda usavam e compor músicas.
[editar]Killers (1981)


Dave Murray e Adrian Smith em 1982.
Com a saída de Dennis, entrou na banda Adrian Smith, que trouxe uma nova melodia ao grupo. Seu estilo meio blues meio experimental era completamente o oposto da velocidade de Murray, o que deu um aspecto interessante à banda. As duas guitarras se completavam, e com eles não existia a noção de guitarra solo e guitarra base, ambos solavam e ambos tinham notoriedade na banda, dando um aspecto harmonioso de duas conduções. Esse estilo já existia em bandas como Wishbone Ash e The Allman Brothers Band, mas ganhou um nível de destaque no Iron Maiden.
Em 1981, o Maiden lançou seu segundo álbum, intitulado Killers, contendo os primeiros grandes sucessos da banda. Com o aumento de sua popularidade, eles foram introduzidos à audiência nos Estados Unidos. Killers ficou marcado como um dos álbuns mais rápidos e pesados da banda, e também foi o primeiro a ser produzido por Martin Birch, que ficaria pelos próximos sete álbuns.[8]
[editar]Anos dourados
[editar]The Number of the Beast (1982)

"Run to the Hills"

"Run to the Hills" foi o primeiro single de The Number of The Beast e o primeiro lançamento da banda com Bruce Dickinson. "Run To The Hills" foi um sucesso, esteve no top dez do Reino Unido e continua a ser uma das canções mais conhecidas da banda.
Problemas para escutar este arquivo? Veja introdução à mídia.


Lançado em março de 1982, The Number of the Beast obteve um enorme sucesso comercial ao redor do Mundo,[9] chegando ao topo das paradas de sucesso da Inglaterra[10] e conseguindo certificação de platina somente naquele país. O álbum também marcou a chegada do atual vocalista, Bruce Dickinson, a banda.


Bruce Dickinson em 1982.
O Iron Maiden nunca foi conhecido por usar drogas, e eram extremamente perfeccionistas no palco e estúdio. O vocalista Paul Di'anno, por outro lado, sempre mostrou um comportamento autodestrutivo, particularmente no que diz respeito ao uso da cocaína, afetando consideravelmente suas apresentações.[11] Justamente quando a banda começava a ficar famosa nos Estados Unidos, Dianno foi demitido do Maiden por "não ter energia e carisma no palco".[12] Em 1982, a banda substituiu Dianno pelo vocalista do Samson, Bruce Dickinson. Bruce entrou na banda, mas exigiu ficar com cabelo comprido e disse que só iria usar as roupas que ele gostava, já demonstrando muita atitude, traço característico de sua personalidade, o que geraria algumas polêmicas anos mais tarde.
Dickinson mostrou uma diferente interpretação das canções da banda, dando-lhes um tom mais melódico. O álbum de estreia de Dickinson nos vocais do Maiden foi em 1982, com The Number of the Beast. Este se tornou o álbum mais aclamado da banda, bem como o mais vendido, com 16 milhões de cópias mundialmente.[13] Canções conhecidas do álbum incluem os singles "The Number of the Beast" e "Run to the Hills", bem como "Hallowed Be Thy Name", presente em todos os shows desde seu lançamento, e "Children of the Damned". Pela primeira vez, a banda saiu em uma turnê mundial, visitando os Estados Unidos, Japão e Austrália, tocando em estádios e fazendo começar a chamada Maidenmania. Foi nessa época também que alguns grupos religiosos começaram a acusar a banda de ter um cunho satânico, afirmando que as letras do Maiden estavam repletas de cantos demoníacos, invocando o demônio e vandalizando a mente da juventude. Toda essa polêmica surgiu por causa da canção "The Number of the Beast", pois foi justamente a alusão explícita ao Número da Besta (666) que fez a trilha fazer sucesso. Mas na verdade a canção foi feita a partir de um pesadelo que o baixista Steve Harris teve após ver o filme A Profecia 2. A banda sofreu um pouco com esses rumores e foi obrigada a colocar na frente dos discos um aviso de "letras explícitas".
Nessa mesma turnê, o produtor Martin Birch se envolveu em um acidente de carro com alguns fãs. O reparo do carro foi uma bizarra coincidência, contabilizado como £666, um preço que Birch se recusou a pagar, optando pelo valor de £668.[14]
Apesar das polêmicas, o ator Patrick McGoohan não se importou em permitir que uma famosa frase sua da série, The Prisoner (O Prisioneiro), da qual era o ator principal, fosse usada no início da música de mesmo nome.
[editar]Piece of Mind (1983)


Nicko McBrain, baterista da banda desde 1982.
Após o sucesso de The Number of the Beast, a banda adquiriu prestígio internacional, ganhando status de estrelas do rock. Em dezembro de 1982, Clive Burr deixou a banda por não conseguir acompanhar o ritmo que a banda tomava e problemas pessoais. Nicko McBrain, que já era velho conhecido da banda, por abrir alguns shows com sua banda Trust, foi contratado para seu lugar como baterista.
Em janeiro de 1983, pouco após McBrain se tornar parte da banda, o grupo viajou para as Bahamas, onde gravaram o disco Piece of Mind, lançado em maio daquele ano. Com uma pegada mais psicodélica, instrumentos com som mais abafado, o álbum trazia os singles "Flight of Icarus" e "The Trooper", bem como canções mais progressivas como "To Tame A Land" e "Quest For Fire". O álbum também marcou o primeiro de três consecutivos gravados no Compass Point Studios. O álbum também parodiava as acusações de satanismo com uma mensagem escondida na canção "Still Life", que possui McBrain imitando o ditador Idi Amin Dada e arrotando, tocada de trás para frente.
[editar]Powerslave (1984)
O álbum seguinte, Powerslave (1984), também foi sucesso de vendas, e tornou-se um dos álbuns mais bem recebidos pelos fãs. Os singles "Aces High" e "2 Minutes to Midnight" foram bem sucedidos, e as faixas "Powerslave" e "Rime of the Ancient Mariner" também eram tocadas em shows . A World Slavery Tour foi a maior turnê da história do Iron Maiden, que abrangeu o biênio 1984-1985 e com aproximadamente trezentas apresentações. Nenhuma banda tinha, até então, uma produção de palco como nesta turnê, onde se tinham sarcófagos, pirâmides, esfinges, pinturas até no chão e um Eddie-múmia gigante, com mais de dez metros de altura. Live After Death (1985) representou o primeiro registro ao vivo da banda.
A banda tocou para grandes audiências na América do Sul, Ásia, Austrália e Estados Unidos, e teve suas primeiras apresentações no Brasil (para o festival Rock in Rio) e em Portugal (com shows em Porto e Cascais).

[editar]Experimentos
[editar]Somewhere in Time (1986)

"Caught Somewhere in Time"

A harmonização entre as duas guitarras e o baixo "galopante" são marcas registradas da banda.
Problemas para escutar este arquivo? Veja introdução à mídia.
O álbum seguinte foi Somewhere in Time (1986), no qual a banda decidiu inovar, fazendo experiências utilizando guitarras sintetizadas pela primeira vez.[15] Somewhere in Time não é um álbum conceitual, porém todas as suas músicas tem uma temática relacionada a viagens, longas jornadas e tempo. O disco incluía os singles "Wasted Years" e "Stranger in a Strange Land", bem como "Heaven Can Wait", que se tornou comum em shows. A turnê que se seguiu durou nove meses, com 157 shows e nova passagem por Portugal.
[editar]Seventh Son of a Seventh Son (1988)
Em 1988, mais uma vez, a banda tentou algo diferente para o seu sétimo álbum de estúdio, Seventh Son of a Seventh Son. Este é um álbum conceitual, mostrando a história de uma criança que era possuída pelos poderes de vidência. O disco foi parcialmente baseado no livro The Seventh Son de Orson Scott Card. Foi o disco mais experimental do Maiden até hoje, e é muitas vezes lembrado como o fim dos "tempos de ouro" da banda com a saída do guitarrista Adrian Smith.
Adrian saíra alegando diferenças musicais, embora também pretendesse resgatar um antigo sonho que era o de formar sua própria banda, que resultaria no projecto A.S.A.P de 1989. Uma grande turnê se formou ao longo de 1988, tendo como bandas de abertura, Guns N' Roses, Megadeth e Metallica, durando 8 meses e 101 shows pela América do Norte e Europa, Portugal incluso. Todos os quatro singles do álbum alcançaram o top 10 da parada inglesa.
[editar]Segunda fase
[editar]No Prayer for the Dying (1990)


Janick Gers, que tocou na carreira solo de Dickinson, se uniu à banda em 1990.
Pela primeira vez em sete anos a banda teve de fazer uma mudança, e para o lugar de Adrian Smith foi chamado Janick Gers, que tinha participado no primeiro disco solo de Dickinson, Tattooed Millionaire. Em 1990 o Iron Maiden lançou No Prayer for the Dying, gravado no Barnyard Studios, no sítio de Steve Harris, e no estúdio móvel Rolling Stones Mobile Studio. Esse álbum voltou com um Maiden mais pesado e cru que os do "tempo de ouro", mas as letras foram consideradas mais fracas e simples, e a música não parecia tão desafiadora como nos álbuns passados.[16] O vocalista Bruce Dickinson também começou com algumas mudanças no timbre de voz. Mesmo com todos esses imprevistos, o álbum fez sucesso e teve diversos compactos bastante tocados como "Holy Smoke" e "Bring Your Daughter... to the Slaughter", canção composta por Bruce para o filme A Nightmare on Elm Street 5: The Dream Child que se tornou o único single do Maiden a encabeçar as paradas britânicas.
A turnê do disco durou um ano, de Setembro de 1990 a Setembro de 1991, e teve 118 shows pela América do Norte, Europa (inclusive Portugal) e Japão, antes da banda retornar a estúdio para gravarFear of the Dark.
[editar]Fear of the Dark (1992)
Lançado em 1992, Fear of the Dark teve recepção dividida por críticos e fãs por manter a sonoridade de No Prayer for the Dying, mas foi bem nas paradas. Os singles "Be Quick or Be Dead", "Wasting Love", e "From Here to Eternity" foram bem-sucedidos, a canção "Fear of the Dark" se tornou uma das mais conhecidas da banda e a canção anti-guerra "Afraid to Shoot Strangers" permaneceu na set list por sete anos. Fear of the Dark foi o último álbum produzido por Martin Birch, que se aposentou em seguida.
Mesmo com o metal perdendo espaço para o Grunge em 1992, os Maiden continuavam a encher estádios em todo o mundo. A turnê do disco durou de Junho a Novembro de 1992, com 68 shows que passaram novamente pelo Brasil.
Em 1993, após uma nova turnê para promover o álbum ao vivo A Real Live One, Bruce Dickinson saiu do grupo para seguir sua carreira solo, querendo explorar outras vertentes do rock. Sua despedida da banda foi em 28 de Agosto de 1993, sendo filmada pela BBC, transmitido para todo o mundo ao vivo e lançado em vídeo com o nome de Raising Hell. Após sua saída, foi lançado o álbum ao vivo A Real Dead One.
[editar]Mudança
Para substituir Bruce, em 1994 houveram testes para escolher o novo vocalista do Iron Maiden. O vencedor da disputa foi o até então desconhecido vocalista da banda Wolfsbane (que chegou a abrir shows para o Maiden), Blaze Bayley. Blaze mostrava um vocal semelhante ao de Bruce, porém um pouco mais sombrio, e por isso algumas canções na banda seguiram um aspecto sombrio para combinar com seu timbre de voz.
[editar]The X Factor (1995)


Blaze Bayley, ex-Wolfsbane, gravou dois álbuns com o Iron Maiden.

"Sign of the Cross"

"Sign of the Cross" é a faixa de abertura de The X Factor, o primeiro álbum gravado com Blaze Bayley.
Problemas para escutar este arquivo? Veja introdução à mídia.
A decisão não agradou os fãs do Maiden, que já estavam acostumados com o vocal marcante de Dickinson. Após uma parada, a banda retornou em 1995 com o álbum The X Factor. Este disco tem a sonoridade mais distinta em toda a discografia da banda. O baixista Steve Harris passava por sérios problemas pessoais com seu divórcio e a morte de seu pai, o que resultou em canções obscuras, depressivas e lentas (o álbum contém quatro faixas sobre guerras). O disco teve dois singles, "Man on the Edge" e "Lord of the Flies", e a faixa de abertura, "Sign of the Cross", a última com onze minutos, cantos gregorianos e alterações bruscas de andamento, permaneceu no setlist da banda pelas próximas três turnês. A turnê passou por locais nunca visitados pelo Maiden antes como África do Sul, Israel e outros países asiáticos, e passou novamente por Brasil e Portugal.
[editar]Virtual XI (1998)
A banda gastou a maior parte do ano de 1996 viajando, voltando ao estúdio e desenvolvendo o álbum seguinte, Virtual XI. Contudo, o vocal de Bayley ainda estava bastante diferente para o gosto dos fãs do Maiden. Isso levou a grande parte do público a não comprar o álbum e Virtual XI não foi um sucesso, sendo o primeiro álbum da banda sem atingir a marca de um milhão de vendas pelo mundo,[17] o que, junto com constantes deslizes vocais ao vivo, acabou sendo a senha para a saída de Bayley. Os conflitos passaram de musicais para pessoais.
[editar]Retorno
Em 1999, Blaze Bayley se afastou da banda, aparentemente por consenso mútuo. Meses depois, a banda anunciou que Bruce Dickinson e o guitarrista Adrian Smith estavam retornando, o que significava que a formação clássica estava de volta, com a adição de Janick Gers, que Smith pediu para continuar: o Maiden seria a primeira banda desde o Lynyrd Skynyrd a ter três guitarristas. Logo depois do anúncio, o grupo fez uma turnê mundial, promovendo a compilação Ed Hunter.
[editar]Brave New World (2000)

"Brave New World"

Brave New World marcou a volta de Bruce Dickinson e Adrian Smith.
Problemas para escutar este arquivo? Veja introdução à mídia.
Em 2000, o Iron Maiden gravou seu primeiro disco com seis integrantes, Brave New World. As canções são mais longas e as letras falam sobre temas obscuros e críticas sociais. O grupo ganhou uma nova legião de fãs, apesar do estilo indefinido que a banda apresentou, numa tentativa de retornar às origens do Heavy metal tradicional, e ora pendendo para algo que alguns fãs arriscam chamar de Metal progressivo. Gravado em Paris, foi a primeira colaboração da banda com o produtor Kevin Shirley, que se manteve nos álbuns seguintes.
A turnê mundial foi estendida até Janeiro de 2001 com uma apresentação no famoso festival Rock in Rio, que reuniu um público estimado de 240 mil pessoas,[18] e rendeu um registro em CD e DVD. Foi o retorno do grupo ao Brasil e também ao topo das paradas, visto a má fase da era Blaze Bayley.
[editar]Dance of Death (2003)
Em 2003 foi lançado Dance of Death, que ganhou disco de ouro em diversos países[19][20][21][22][23][24] O conjunto também conseguiu promover alguns vídeos musicais na MTV trazendo novos fãs para a banda. Tanto Brave New World quanto Dance of Death foram considerados pelo site Metal-Rules.com como os melhores álbuns de Metal de 2000 e 2003, respectivamente.[25]
Em 2005, o Maiden anunciou uma turnê em comemoração aos 25 anos do lançamento do primeiro álbum e o trigésimo aniversário da primeira formação. A banda foi para a turnê mundial para divulgar seu novo DVD, intitulado The Early Days, em que o grupo celebra as músicas do período de 1976-1983. Também foi lançado um álbum ao vivo gravado na turnê do Dance of Death intitulado Death on the Road, que mais tarde foi lançado em DVD.
[editar]A Matter of Life and Death (2006)


A banda durante o A Matter Of Life And Death World Tour, em 2006 (da esquerda para a direita: Steve Harris, Dave Murray, Janick Gers e Adrian Smith).
Em 2006 a banda lança o décimo quarto álbum de estúdio, A Matter of Life and Death, com canções mais longas que o habitual do Iron Maiden. O álbum traz algumas características progressivas, que a banda já vinha apresentando nos últimos álbuns, porém agora nesse álbum com maior intensidade, junto com um som mais pesado que o mostrado anteriormente pela banda. Este álbum vem sendo considerado pela crítica especializada como um dos melhores álbuns já feito pela banda, sendo considerado pela revista Classic Rock o álbum do ano de 2006, e obtendo uma classificação de cinco estrelas (classificação máxima) da revista Kerrang!, que neste mesmo ano elegeu o Iron Maiden como banda mais importante nos 25 anos de existência da revista. Em 2007, a banda faz uma turnê batizada de A Matter of the Beast Tour, comemorando os 25 anos de lançamento do The Number of the Beast. Neste ano ainda tocam como atração principal mais uma vez no Donnington Download Festival. Em agosto de 2007 a banda anuncia a próxima turnê que se chamará Somewhere Back In Time World Tour, que vai ser uma volta ao passado, onde a banda executará apenas canções dos anos 1980 (para os fãs novos também haverá uma canção dos anos 90).


O Ed Force One, um Boeing 757-200 da companhia Astraeus utilizado pela banda.
Em fevereiro de 2008, inicia-se a Somewhere Back In Time World Tour na India, e a bordo do Ed Force One (um Boeing 757 customizado pilotado por Bruce Dickinson), passaram por muitos países (incluindo o Brasil, em 2008 e 2009), tocando para mais de 3 milhões de pessoas em estádios e arenas. O filme Flight 666 chega aos cinemas mostrando como é a vida da banda na estrada durante a primeira perna da tour de 2008. Em 15 de março de 2009, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, a banda realizou o maior show da história do estado, tendo os organizadores estimado em 63 mil espectadores.[26]
[editar]The Final Frontier (2010)
Durante a turnê Somewhere Back In Time em 2008, Bruce Dickinson anunciou nos concertos que ainda no mesmo ano começariam os preparativos para um novo álbum. No ano seguinte, Dickinson anunciou que um novo álbum chegaria em 2010, e Harris declarou em uma entrevista que já haviam reservado um estúdio.
Em 5 de junho de 2010, o site oficial da banda revelou capa, data de lançamento e faixas do álbum The Final Frontier, bem como disponabilizou a faixa "El Dorado" para download.[27] 4 dias depois, iniciaram uma turnê mundial para promoção do álbum, The Final Frontier World Tour em Dallas, Estados Unidos. A turnê passou em 2011 pelo Brasil e por Portugal.
The Final Frontier foi lançado em agosto de 2010, e estreou no topo das paradas de 30 países.[28][29] O álbum marcou um retorno da banda ao Compass Point Studios para as gravações.

El Dorado

Amostra de "El Dorado", musica escolhida para primeiro single do álbum The Final Frontier. A canção ganhou um Grammy Award, por Melhor Performance Metal de 2011.[4]
Problemas para escutar este arquivo? Veja introdução à mídia.
[editar]Estilo musical

A música do Iron Maiden no geral mescla o peso do heavy metal com a velocidade do punk rock. O som é baseado em riffs de guitarra e linhas de baixo galopantes, com notas rápidas em sucessão. Muitas canções são longas e possuem diversas mudanças de estilo na música, com um casamento entre letra e instrumental.
O Iron Maiden quase nunca cantava sobre drogas, sexo, bebida ou mulheres. As letras das músicas da banda, diferentes das outras bandas de Heavy metal, eram baseadas em literatura ("Brave New World" é baseada em Admirável Mundo Novo, "Flight of Icarus" no mito de Ícaro, "Rime of the Ancient Mariner" no poema homônimo), cinema ("Where Eagles Dare" vem de Desafio das Águias) e em fatos históricos ("Powerslave" é baseada nos Faraós), principalmente batalhas - "Run to the Hills" na guerra dos colonos americanos com os Sioux, "The Trooper" na Batalha de Balaclava, "Paschendale" na Primeira Guerra Mundial, "Aces High" e "The Longest Day" na Segunda Guerra Mundial.
[editar]Imagem e legado

O Iron Maiden está na posição 24 no ranking dos "100 Melhores Artistas de Hard Rock", segundo o canal VH1[30] e na 4ª posição das "10 Maiores Bandas de Heavy Metal de Todos os Tempos", segundo a MTV.[31] A banda recebeu um Prêmio Ivor Novello[32] e foi adicionada à Calçada da Fama de Hollywood.[3]
A banda frequentemente usa o slogan "Up the Irons" nas capas de seus discos e vende vários conteúdos oficiais, como camisetas contendo a frase. "The Irons" é o apelido do clube inglês West Ham United, no qual o baixista Steve Harris torce.
As canções da banda já foram utilizadas em diversos videogames, incluindo Carmageddon, Grand Theft Auto: Vice City, Grand Theft Auto IV: The Lost and Damned e Tony Hawk's Pro Skater 4.[33] Elas também aparecem nas séries de jogos musicais, Rock Band e Guitar Hero.
[editar]Mascote da Banda
Ver artigo principal: Eddie the Head


Eddie em um show do Iron Maiden.
O mascote da banda é um morto-vivo chamado Eddie the Head. Ele aparece nas capas de "quase" todos os álbuns do Iron Maiden. Eddie é originalmente criação de Derek Riggs, mas já teve traços de vários artistas, como Melvyn Grant no álbum Fear of the Dark. Ele também estrelou um jogo de tiro chamado Ed Hunter, além de diversas histórias em quadrinhos.
A banda tinha originalmente uma grande máscara (Noh) de uma carriola que ficava embaixo das baterias nas apresentações, e que por tubos soltava sangue falso (tinta vermelha) pelo nariz, sujando todo o cabelo do baterista Doug Sampson. A máscara foi batizada de "Eddie, a Cabeça" (Eddie the Head) e acabou se transformando no mascote da banda. Acabaria ganhando um corpo somente a partir da capa dos primeiros compactos.
Uma curiosidade é que o personagem do jogo Brütal Legend, Eddie Riggs tem seu primeiro nome em homenagem ao mascote, e o sobrenome em homenagem ao seu criador (Derek Riggs).
[editar]Prêmios

BRIT Awards
2009: Best British Live Act (Melhor apresentação britânica ao vivo) — Iron Maiden
Ivor Novello Awards
2002: International Achievement (Sucesso Internacional) — Iron Maiden
Emma-gaala
2004: Yleisöäänestys (Finlândia) - Vuoden ulkomainen artisti (Artista estrangeiro do ano) — Iron Maiden
2008: Yleisöäänestys (Finlândia) - Vuoden ulkomainen artisti (Artista estrangeiro do ano) — Iron Maiden
Kerrang! Awards
2005: Kerrang! Hall of Fame (Calçada da Fama Kerrang!) — Iron Maiden
Metal Hammer Awards
2004: Best U.K. Live Act (Melhor Apresentação Ao Vivo) — Iron Maiden
2008: Best U.K. Band (Melhor Banda Britânica) — Iron Maiden
2008: Icon Award — Eddie the Head
2009: Best U.K. Band (Melhor Banda Britânica) - Iron Maiden
2009: Best U.K. Live Act (Melhor Apresentação Ao Vivo) — Iron Maiden
2009: Golden Gods Award — Iron Maiden
2010: Best Live Band: German MH - Iron Maiden
Metal Storm Awards
2006: Best Heavy Metal Album (Melhor Álbum de Heavy Metal) — A Matter of Life and Death
SXSW Film Festival
2009: 24 Beats Per Second — Flight 666
Classic Rock Roll of Honour Awards
2006: Album Of The Year (Álbum do ano) — A Matter Of Life And Death, Iron Maiden
2006: Vip Award Special — Rod Smallwood, Iron Maiden
2009: Band of the year (Banda do ano) — Iron Maiden
BBC Heavy Metal World Cup
2009: The Winner: Iron Maiden — Greatest Metal Band Of All Time (Melhor Banda de Metal de Todos os Tempos)[34]
Juno Award
2010: DVD of the Year (DVD do Ano) — Iron Maiden: Flight 666 (Sam Dunn and Scott McFydden)[35]
[editar]Integrantes

Formação atual
Bruce Dickinson - Vocal (1981 - 1993, 1999 - presente)
Dave Murray - Guitarra (1976 - presente)
Adrian Smith - Guitarra e backing vocal (1980 - 1990, 1999 - presente)
Janick Gers - Guitarra (1990 - presente)
Steve Harris - Baixo e backing vocal (1975 - presente) - Formação original
Nicko McBrain - Bateria (1982 - presente)
Membros ao vivo
Michael Kenney – Teclado (1986–presente)
Ex-integrantes
Doug Sampson – Bateria (1977–1979)
Dennis Stratton – Guitarra, backing vocal (1979–1980)
Paul Di'Anno – Vocal (1978–1981)
Clive Burr – Bateria (1979–1982)
Blaze Bayley – Vocal (1994–1999)
Dennis Wilcock - Vocal (1976–1977)
Barry Purkis – Bateria (1977)
Paul Day - Vocal (1975–1976)
[editar]Discografia

Ver página anexa: Discografia de Iron Maiden
[editar]Álbuns de estúdio
1980 - Iron Maiden
1981 - Killers
1982 - The Number of the Beast
1983 - Piece of Mind
1984 - Powerslave
1986 - Somewhere in Time
1988 - Seventh Son of a Seventh Son
1990 - No Prayer for the Dying
1992 - Fear of the Dark
1995 - The X Factor
1998 - Virtual XI
2000 - Brave New World
2003 - Dance of Death
2006 - A Matter of Life and Death
2010 - The Final Frontier
[editar]EP
1979 - The Soundhouse Tapes
1980 - Live!! +one
1981 - Maiden Japan
2004 - No More Lies
[editar]Álbuns ao vivo
1985 - Live After Death
1992 - Live at Donington
1993 - A Real Live One
1993 - A Real Dead One
1998 - A Real Live Dead One
2001 - Rock in Rio
2002 - The BBC Archives
2002 - Beast over Hammersmith
2005 - Death on the Road
2009 - Flight 666
[editar]Compilações
1990 - The First Ten Years
1996 - Best of the Beast
1999 - Ed Hunter
2002 - Edward the Great
2002 - Eddie's Archive
2004 - Best of the B'Sides
2005 - The Essential Iron Maiden
2008 - Somewhere Back in Time - The Best of: 1980-1989
2011 - From Fear to Eternity - The Best of: 1990-2010
[editar]Turnês

[editar]de Apoio
1980 - Metal for Muthas Tour
1980 - British Steel Tour
1980 - Unmasked Tour
1981 - World Wide Blitz Tour
1982 - Blackout Tour
1982 - Special Forces Tour
[editar]da Banda
1980 - Iron Maiden Tour
1981 - Killer World Tour
1982 - The Beast on the Road
1983 - World Piece Tour
1984 - World Slavery Tour
1986 - Somewhere on Tour
1988 - 7th Tour of a 7th Tour
1990 - No Prayer on the Road
1992 - Fear of the Dark Tour
1993 - Real Live Tour
1995 - The X Factour
1998 - Virtual XI World Tour
1999 - The Ed Hunter Tour
2000 - Brave New World Tour
2003 - Give Me Ed... 'Til I'm Dead Tour
2003 - Dance of Death World Tour
2005 - Eddie Rips Up the World Tour
2006 - A Matter of Life and Death Tour
2008 - Somewhere Back in Time World Tour
2010 - The Final Frontier World Tour
[editar]Ver também

Lista de recordistas de vendas de discos
Lista de canções de Iron Maiden
Eddie's Bar
Referências

↑ Iron Maiden - History (em inglês). Página visitada em 14 de julho de 2010. "1979 After 3 years playing sporadic pub gigs with various line-ups changing around founder, song writer and bass player Steve Harris, by mid-1979 Iron Maiden are Steve, Paul Di'Anno (vocals), Dave Murray (guitar) and Doug Sampson (drums)"
↑ Pfanner, Eric. "Die-Hard Fans Follow Iron Maiden Into the Digital Age", 5 September 2010. Página visitada em 10 November 2010.
↑ a b Rockwalk - Iron Maiden (em inglês). Página visitada em 14 de julho de 2010.
↑ a b Iron Maiden: banda ganha seu primeiro Grammy Awards. Whiplash (14 Fevereiro 2011). Página visitada em 2 December 2010.
↑ 100 greatest artists of hard rock (em inglês). Página visitada em 14 de julho de 2010.
↑ Reading Festival - History (em inglês). Página visitada em 14 de julho de 2010.
↑ whiplash.net - A história da gravação de “The Soundhouse Tapes”, do Iron Maiden
↑ All Music - Killers
↑ Wall, Mick; Ling, Dave (2001). Iron Maiden, the Authorized Biography (2nd ed.). Editora Sanctuary. p. 228. ISBN 1-86074-287-4.
↑ ironmaiden.com The Number of The Beast]
↑ Siva, Shan. "Paul Di'anno", BattleHelm.com;
↑ Wall, Mick; Ling, Dave (2001). Iron Maiden, the Authorized Biography (second ed.). Editora Sanctuary. p. 32. ISBN 1-86074-287-4.
↑ Pfanner, Eric. "Die-Hard Fans Follow Iron Maiden Into the Digital Age", The New York Times, 2010-09-05. Página visitada em 2010-09-07.
↑ Iron Maiden: fatos estranhos na gravação de "The Number Of The Beast", Whiplash.net
↑ Greg Prato "Somewhere in Time - Review"
↑ No Prayer for the Dying - All Music
↑ sputnikmusic - Iron Maiden Virtual XI
↑ Rock in Rio III - Whiplash
↑ Gold/Platin-Datenbank (em alemão). Bundesverband Musikindustrie. Página visitada em 28 September 2008.
↑ Iron Maiden – Artist chart history Argentina. Capif. Página visitada em 2009-04-30.
↑ ABPD
↑ ZPAV gold certification list. Retrieved December 29, 2008.
↑ BPI
↑ Swedish Albums Chart
↑ Best of 2003 - METAL RULES
↑ Show do Iron Maiden bate recorde de público em SP
↑ Iron Maiden.com - El Dorado
↑ The Final Frontier Chart Positions. Iron Maiden official Facebook page.
↑ IRON MAIDEN's 'The Final Frontier' Tops U.K., Finnish Charts. Blabbermouth (August 22, 2010). Página visitada em August 22, 2010.
↑ 100 Greatest Artists of Hard Rock (Site oficial) (em inglês). VH1. Página visitada em 7 de outubro de 2006.
↑ The Greatest Metal Bands of All Time (Site oficial) (em inglês). MTV (2006). Página visitada em 7 de outubro de 2006.
↑ Iron Maiden honoured with Ivor Novello award (Official Website). Sanctuary Group (18 de setembro de 2002). Página visitada em 11 de outubro de 2006.
↑ Madden ‘10? More like Maiden ‘10! Game Soundtrack Revealed (em inglês). Metal Insider (27-07-2009). Página visitada em 11 de novembro de 2009.
↑ Iron Maiden Profile. Metal Hammer (13 de novembro de 2009).
↑ Iron Maiden Juno Award. Juno Award (4 de abril de 2009).
[editar]

iCarly






Enredo
Carly Shay é uma adolescente de 13 anos que mora com seu irmão mais velho Spencer Shay, que é o responsável por Carly, já que seu pai é militar, e está em um submarino. Junto com sua melhor amiga, Samantha "Sam" Puckett, Carly decide criar um webshow, e ele acaba ficando famoso, fazendo com que Carly e Sam fiquem famosas na internet. Apresentado por Carly e Sam, o programa tem como produtor técnico Freddie, que é apaixonado por Carly, mas ela não dá a minima para ele.
[editar]Personagens
Ver página anexa: Lista de personagens de iCarly
[editar]Personagens principais
 Carly Shay (Miranda Cosgrove) é a apresentadora de seu próprio webshow, iCarly, que ela produz com seus melhores amigos, Sam e Freddie.
 Samantha "Sam" Puckett (Jennette McCurdy) é a melhor amiga de Carly e co-protagonista do iCarly. Ela é muito agressiva e preguiçosa e sempre se mete em problemas na escola, mas ela é tão criativa quanto Carly e ela é muito leal a ela, gosta de Freddie, mas esconde isto, se declara para no episódio "iOMG" que não tem data prevista para estréia.
 Fredward "Freddie" Benson (Nathan Kress) é o melhor amigo e vizinho de Carly. Ele é o produtor técnico do iCarly e é caracterizado como um nerd. Ele tem uma queda por Carly, desde que se conheceram, embora pareça que possui uma paixão escondida por Sam .
 Spencer Shay (Jerry Trainor) é o excêntrico irmão mais velho de Carly. Ele constrói esculturas malucas e geralmente não aparenta ter a idade que tem por seu comportamento imaturo.
 Gibby Gibson (Noah Munck) é um amigo de Carly, Sam e Freddie que sempre gosta de tirar a camisa sem motivo algum. (Personagem secundario nas temporadas 1, 2 e 3; Personagem principal a partir da quarta temporada)
[editar]Personagens secundarios
 Marissa Benson (Mary Scheer) é a mãe superprotetora de Freddie.
 Lewbert (Julia Rodrigres) é o porteiro do prédio em que Carly, Spencer e Freddie moram, ele é caracterizado por seu comportamento chato e uma grande verruga no rosto. Carly, Sam e Freddie pregam peças nele frequentemente.
 Nevel Papperman (Redd Alexander) é um crítico que administra o site nevelocity.com, um site que analisa outros sites. Ele é inimigo de Carly e tem repetidamente tentado sabotar o iCarly em troca de um beijo de Carly.
 Costela (Jetter Terrance) é o gerente do Vitamina da Hora. Ele muitas vezes irrita os clientes a comprar alimentos aleatoriamente (pimentões, roscas, biscoitos, tacos ou bolinhos), que são sempre empilhados numa vara.
 Guppy Gibson (Ethan Munck) é o irmão mais novo de Gibby.
 Chuck Chambers (Ryan Ochoa) é um garoto do predido onde Carly, Spencer e Freddie moram que frequentemente atormenta Spencer. ( Deixou a série após o episódio "Enfrentando o Calor", e agora participa da série (Par de Reis) Exibida pelo canal de tv a cabo (Disney XD).
 Ted Franklin (Tim Russ) é o diretor da Ridgeway, a escola onde Carly, Sam e Freddie estudam. Ele é muito justo e é um grande fã de iCarly.
 Francine Briggs (Mindy Sterling) é uma professora de Inglês muito rigorosa na escola secundária, que odeia as crianças.
 Sr. Howard (David St. James) é um professor rigoroso e sem entusiasmo que odeia quase tudo, inclusive sua esposa.
[editar]Episódios
Ver página anexa: Lista de episódios de iCarly
Temporada Episódios Início da temporada Final da temporada
1
25 8 de setembro de 2007
25 de julho de 2008

2
25 27 de setembro de 2008
8 de agosto de 2009

3
20 12 de setembro de 2009
26 de junho de 2010

4
26 30 de julho de 2010
N/A
5
13+ 2012
N/A